Avaliação da Super Morfologia do Espermatozóide

Na fertilização do óvulo, o espermatozóide passa pela descondensação do seu DNA. Alterações nucleares, como a estrutura anormal da cromatina, micro-deleções nos cromossomos, presença de vacúolos, ou fragmentação do DNA, podem reduzir a habilidade do espermatozóide fertilizar o óvulo e produzir embriões.

Como essas alterações celulares não são percebidas no exame Espermograma comum, há atualmente alguns exames complementares, como a Avaliação da Super-Morfologia do Espermatozóide.


Espermatozóides vistos em Espermograma comum, sem a visualização dos vacúolos

A Avaliação da Super Morfologia do Espermatozóide é um exame complementar aprofundado de investigação da infertilidade utilizado de tecnologia específica, que proporciona um diagnóstico mais preciso sobre os espermatozóides funcionais. O exame é realizado pela avaliação dos espermatozóides em aumento superior a 6.300x, permitindo a visualização de estruturas intracelulares, como os vacúolos.

Segundo diversas pesquisas, os vacúolos possuem correlação positiva com lesões da cromatina, má função mitocondrial e maiores taxas de aneuploidia, acarretando menores taxas de gestação, maiores taxas de aborto e podendo transmitir problemas genéticos ao embrião.

O teste avalia a taxa de espermatozóides normais e anormais sob essa nova classificação morfológica, possibilitando diagnosticar possíveis falhas de implantação e abortos.


Espermatozóides vistos em Espermograma com Avaliação da Super Morfologia

A Avaliação da Super Morfologia do Espermatozóide possui as mesmas indicações do Espermograma simples, mas é principalmente indicado em casos de falhas de implantação; abortos de repetição e causa masculina grave (baixa concentração, motilidade e morfologia anormal).

 

Principais Indicações:

  • Fator masculino grave (alterações na motilidade, concentração e morfologia)
  • Falhas de Implantação Embrionária
  • Abortos de Repetição
  • Infertilidade sem causa aparente

No caso de alterações nos espermatozóides, o tratamento mais indicado é a SUPER ICSI. A SUPER ICSI é um tratamento semelhante à ICSI, com a diferença da seleção dos espermatozóides normais segundo os critérios da Super Morfologia e injeção desses espermatozóides nos óvulos, para a formação dos embriões.

Mulheres doam óvulos para realizar o sonho de outras mães

Generosidade e esperança para outras famílias. Veja como funciona a doação de óvulos anônima.

Para muitas mulheres, ser mãe é a felicidade buscada por toda a vida. Às vésperas do Dia das Mães, a doação de óvulos pode fazer muitas famílias felizes.

Este é o primeiro Dia das Mães da professora Claudia Andrade. “É tudo que eu sonhei durante alguns anos: viver esse momento do Dia das Mães, ganhar presente do Dia das Mães e estar com a Talita e a Milena, minhas filhas. Não tenho palavras para definir”, diz a professora.

Foi uma longa espera: três anos de tentativas. Claudia Andrade só engravidou com a ajuda de um tratamento para infertilidade (ICSI). Hoje, mãe de gêmeas, ela tem felicidade em dobro. E mais um motivo de alegria: ela ajudou outra mulher a realizar o sonho de ser mãe. Como a dificuldade de engravidar estava relacionada com um problema do marido e não dela, Claudia pode ser doadora de óvulos.

“O que me motivou mesmo foi saber que existe alguém que não pode ser mãe, porque não tem óvulo. Se eu tenho, eu dôo. Eu queria fazer por alguém o que eu queria muito para mim: ser mãe”, conta a professora.

A doação de óvulos no Brasil é ética e legal, contanto que não haja fins comerciais e seja anônima. A doação não pode ter caráter lucrativo. As doadoras e receptoras não podem se conhecer, e obrigatoriamente serão mantidos o sigilo e o anonimato. Além disso, legislação não permite doação entre familiares.

A doadora é encontrada entre as mulheres que estejam realizando tratamento de infertilidade (chamado de doação compartilhada). Elas têm de ter até 35 anos, boa saúde e nenhum problema genético. A escolha de doadoras baseia-se na saúde e semelhança física, imunológica e à máxima compatibilidade entre doadora e receptora. Os especialistas tentam, inclusive, selecionar doadoras com as mesmas características físicas da receptora.

A após a coleta de óvulos para o tratamento, metade dos óvulos serão fertilizados com os espermatozóides do marido da doadora (ou seja, formarão embriões a serem transferidos para a doadora), e a outra metade dos óvulos será fertilizada com os espermatozóides do marido da receptora (sendo os embriões transferidos para a receptora). Essa quantidade é definida anteriormente por um consentimento assinado pelos casais.

Dessa forma, o embrião gerado terá metade da carga genética do marido da receptora, e a outra metade da doadora.

Mas a experiência comprova que a realização de dar à luz supera as preocupações com a carga genética.

O instinto de procriação é muito mais forte. A mulher precisa experimentar a gravidez e amamentar, e consideram o filho genuinamente delas.

Há nove meses, uma mulher que não quer revelar a identidade se tornou mãe de uma menina, o que teria sido impossível sem a ajuda da ciência e de um gesto de amor. A fertilização, feita com óvulos doados, deu a ela a plena sensação da maternidade.

“É minha filha, com certeza. Ai de quem falar o contrário. Acho que ela se parece muito comigo”, diz a mãe.

Quem doa e quem recebe compartilha um desejo único: o de gerar vida. “É emoção demais para mim. Domingo, então, vai ser uma choradeira só”, comentou a mãe. “Estou realizada, feliz e grata”, resumiu a professora Claudia Andrade.

Fonte: Bom Dia Brasil

Casal tem trigêmeas, mas quer levar só dois bebês pra casa

No dia 24/01/11, três meninas nasceram em uma maternidade em Curitiba-PR após um tratamento de Fertilização in vitro. No entanto, na hora de receberem alta, os pais, de classe médica alta, rejeitaram levar a terceira criança pra casa, alegando que o pai esperava que o tratamento resultasse no máximo em dois bebês, e portanto, queria deixar a terceira criança na maternidade.

Segundo o médico que os atendeu, os pais, que gostariam de ter somente dois filhos, sabiam das chances do tratamento resultar em trigêmeos (implantação de três embriões) desde antes de o realizarem, e desde primeiros exames de confirmação da gravidez eles já estavam cientes de que seriam três bebês.

No entanto, na hora do nascimento, o pai simplesmente se recusou a levar todos os bebês pra casa, querendo apenas dois. Ele foi impedido pela maternidade de levar somente duas crianças, e o Ministério Público foi acionado. Uma liminar então determinou que as três crianças fossem levadas pelo Conselho Tutelar a um abrigo, e seus destinos estão agora nas mãos da justiça.

A advogada da família informou que os pais não querem comentar sobre o assunto e o caso segue em segredo de justiça.

Esse caso nunca havia sido reportado antes na história da Reprodução Assistida no Brasil, pois jamais ocorreu um casal infértil rejeitou um filho após se submeterem a um tratamento para engravidar.

Fonte:  www. g1.com.br 01/04/2011

Reprodução Assistida é tema de novela (“Escrito nas Estrelas”) – Parte 1

A televisão abordando temas polêmicos.

Sabemos o quanto a informação é muito importante para os casais que estão pesquisando uma possível infertilidade. Atualmente há inúmeras fontes de informação sobre o assunto, como blogs, fóruns, sites das clínicas. Além disso, o tema torna-se cada vez mais discutido pela sociedade, tornando o acesso à informação extremamente útil àqueles que enfrentam dificuldades em engravidar.

Há alguns poucos anos atrás muitos casais, por falta de informação ficavam anos tentando engravidar sem ao menos procurar um especialista. Diversas vezes por não saber onde procurar e outras tantas por preconceito e medo. Hoje em dia sabemos que existem inúmeros tratamentos disponíveis e, várias vezes, uma dificuldade em engravidar pode ser resolvida em um ou poucos meses de tratamento. Quanto mais se discute a infertilidade e seus tratamentos, menor é o preconceito, maior é a busca por informação e mais casais podem alcançar seus sonhos.

Assim, novamente a mídia abre as portas para maiores informações e discussões sobre o tema Reprodução Assistida.

Pode parecer engraçado utilizarmos uma novela para esclarecermos algumas dúvidas, mas é interessante abordarmos os temas que estão e serão utilizados nos exemplos da televisão. Lembrando que nem sempre tudo o que se vê em uma novela é verdadeiro e pode gerar dúvidas e confundir as pessoas que querem saber mais sobre o tema.

A novela chama-se Escrito nas Estrelas. Abaixo um trecho do portal G1.com, da Globo:

“Com estréia em 12 de abril, a próxima novela das seis também vai abordar os avanços da ciência genética em seus aspectos médicos e éticos. Viúvo há dez anos de Francisca (Cassia Kiss), Ricardo Aguillar (Humberto Martins) é um médico conceituado, dono de uma clínica de reprodução assistida, e tem verdadeira adoração por seu único filho, Daniel (Jayme Matarazzo), que é estudante de Medicina. Apesar de se amarem profundamente, os dois têm temperamentos e ideais opostos. Após perder o filho em um terrível acidente de carro, Ricardo descobre que ele havia congelado o próprio sêmen antes de morrer para um estudo e decide gerar um neto. Começa, então, uma busca incansável do especialista pela “mulher ideal”, digna de ser inseminada para torna-se mãe de seu neto.”

Através desse trecho introdutório sobre a novela podemos abordar alguns pontos sobre a Reprodução Assistida. Um deles é a utilização do sêmen de uma pessoa já falecida para gerar embriões e um bebê dessa pessoa. Outro ponto é a “procura” por uma mulher que seria inseminada pelo sêmen descongelado. Como não temos maiores informações não se podem tirar maiores conclusões sobre esse caso da novela. Contudo, sabemos que são aspectos éticos que devem ser abordados, pois acontecem também na vida real.

Nos próximos textos iremos discutir e explicar esses pontos, dentro do contexto científico, e exemplificar com casos reais os temas abordados.

Marcelo Rufato
Embriologista
www.InFert.com.br

Gravidez em pacientes acima dos 40 anos

Nós sabemos que a idade materna é o fator mais importante para sucesso de uma gravidez, isto porque os óvulos têm a idade cronológica da paciente, ou seja, a mulher já nasce com o número de óvulos que terá a vida inteira.

A cada ciclo, muitos são estimulados a iniciarem seu amadurecimento até que um só chegue a ovulação. Os óvulos sofrem também a ação do envelhecimento, irradiação, poluentes e outros fatores que modificam estruturas celulares e diminuem a chance de fertilização.

Portanto, quanto maior a idade menores são as chances de gravidez, chegando ao fato da gravidez ser esporádica acima dos 43 anos, mesmo utilizando tratamentos de Fertilização Assistida.

Isto não quer dizer que você não deva tentar, até porque existe a necessidade pessoal de se tentar todas as possibilidades.  Mas, em decorrência destes fatos, deve-se analisar a proposta de doação de óvulos, obtidos como se explicou na questão anterior.

Se usarmos medicações apropriadas para prepará-la a receber um embrião, é possível sim que a gravidez ocorra, mesmo em pacientes de mais idade (50 anos, por exemplo), desde que você tenha uma boa saúde.

Nós sabemos que a idade materna é o fator mais importante para sucesso de uma gravidez, isto porque os óvulos têm a idade cronológica da paciente, ou seja, a mulher já nasce com o número de óvulos que terá a vida inteira. A cada ciclo, muitos são estimulados a iniciarem seu amadurecimento até que um só chegue a ovulação. Os óvulos sofrem também a ação do envelhecimento, irradiação, poluentes e outros fatores que modificam estruturas celulares e diminuem a chance de fertilização. Portanto, quanto maior a idade menores são as chances de gravidez, chegando ao fato da gravidez ser esporádica acima dos 43 anos, mesmo utilizando tratamentos de Fertilização Assistida. Isto não quer dizer que você não deva tentar, até porque existe a necessidade pessoal de se tentar todas as possibilidades. Mas, em decorrência destes fatos, deve-se analisar a proposta de doação de óvulos, obtidos como se explicou na questão anterior. Se usarmos medicações apropriadas para prepará-la a receber um embrião, é possível sim que a gravidez ocorra, mesmo em pacientes de mais idade (50 anos, por exemplo), desde que você tenha uma boa saúde .