
Espécies reativas ao oxigênio (EROS) são radicais livres, ou seja, moléculas ou átomos que possuem um ou mais elétrons não pareados, o que lhes confere grande capacidade de reagir com outras moléculas e/ou estruturas celulares, danificando-as. Existem evidências que os EROS, quando em excesso, causam danos ao organismo e estão associados a diferentes doenças como por exemplo: processos neuro-degenerativos, cardiovasculares, nas dislipidemias, no envelhecimento, doenças reumatológicas e infertilidade.
O termo Estresse Oxidativo refere-se ao desequilíbrio na produção das espécies reativas de oxigênio, isto é, quando a quantidade destes EROS está acima da capacidade do organismo em neutralizá-los. Nessas situações, estes EROS poderão levar à lesão celular, lesão tecidual e/ou doenças.
Os gametas femininos e masculinos (óvulos e espermatozóides) são altamente susceptíveis aos danos causados pelo estresse oxidativo, podendo sofrer peroxidação dos ácidos graxos poliinsaturados de suas membranas, com conseqüente alterações de suas funções.
A produção das EROS está, geralmente, associada ao modo de vida sedentário, obesidade, estresse, fumo, e doenças como a Varicocele.
Existem algumas substâncias que podem combater a EROS como: a enzima SOD, a catalase, a glutationa, vitaminas C, vitamina E, caroteno, selênio, flavonóides, entre outras.
Estudos com critérios técnicos serão necessários para clarear determinados pontos e conferir confiabilidade científica à utilização plena destas armas terapêuticas.
Hoje, ao utilizarmos terapia antioxidante para os casais inférteis, é fundamental o conhecimento médico, bem como de suas bases químicas fisiopatológicas, visando maximizar os resultados e minimizar seus riscos.
Dr. Jorge Barreto (CRM: 33.541)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br


17 de novembro de 2009
Infert
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