Avaliação da Infertilidade no casal

Infertilidade do casal

A Infertilidade pode ser definida pela ausência de gravidez após 1 (um) ano de vida sexual ativa, sem o uso de métodos contraceptivos.

A maioria dos casais com dificuldades em engravidar não são estéreis, porém são inférteis ou subférteis (tem uma chance reduzida de conceber espontaneamente).

A infertilidade é de causa feminina em cerca de 40% dos casos, e do homem em outros 40%. No restante, a infertilidade resulta de problemas em ambos os parceiros ou é idiopática (sem causa aparente).

A presença da infertilidade idiopática pode, na realidade, possuir uma ou mais causas, como falha na captação do óvulo pela tuba (“ovulação”), falhas de fertilização (defeitos nos espermatozóides ou óvulos de má qualidade), e falhas de implantação (dificuldade no embrião se fixar ao útero).

Com a finalidade de identificar se há infertilidade e quais as suas causas existem diversos exames clínicos e laboratoriais realizados tanto no homem quanto na mulher.

É imprescindível a consulta à um especialista em uma Clínica de Reprodução Assistida.

Avaliação do Fator Feminino

Idade: Um dos principais fatores na infertilidade feminina é a idade. As chances de gravidez diminuem gradativamente após os 25 anos de idade e mais bruscamente após os 35 anos.

Histerosalpingografia: É um exame de Raio-X em que se injeta um contraste dentro do útero e das tubas uterinas, através do colo. O contraste permite a visualização do trato feminino através de uma tela de vídeo e documentação radiológica. Caso haja alguma obstrução ou anormalidade esta poderá ser observada.

Este exame deve ser realizado em algum momento entre o final do período menstrual e a ovulação (até 12 dias após o início da menstruação).

Ultra-som Transvaginal: Este exame permite visualizar o útero e os ovários, fazendo observações quanto à forma e tamanho destes, além de localizar possíveis cistos ovarianos, miomas, pólipos, etc.

Dosagem Hormonal: As Dosagens Hormonais permitem avaliar a integridade do sistema hormonal feminino, identificando causas hormonais, muitas vezes latentes para a infertilidade.
Sua análise, juntamente com o quadro clínico e ultra-sonográfico, poderá diagnosticar causas clínicas como: hipo/hipertireoidismo; ovários micropolicísticos; insuficiência do corpo lúteo; e outras, que dificultam conseguir a gravidez.

Endoscopia Ginecológica: Indicações para Histeroscopia diagnóstica: Infertilidade; Abortamento habitual; Sangramento uterino anormal; Pólipos; Miomas; Aderências; Espessamento do endométrio; Adenocarcinoma do endométrio.

A histeroscopia diagnóstica é um exame realizado para observar a cavidade uterina e o canal cervical. Pode ser feita com sedação leve, em regime laboratorial.

Indicações da Vídeolaparoscopia Diagnóstica: Esterilidade sem causa aparente, dor pélvica crônica, dispareunia crônica e/ou dismenorréia, endometriose, aderências pélvicas, tumores pélvicos, obstrução tubária, suspeita de gravidez ectópica íntegra ou rota.

A laparoscopia permite ao médico visualizar o interior do abdômen através de uma ótica que visualiza e o ilumina ao mesmo tempo, transferindo assim a imagem para um monitor de vídeo.

A Endoscopia Ginecológica permite o diagnóstico e tratamento simultâneo em diversas patologias que afetam o desempenho reprodutivo feminino.

Avaliação do Fator Masculino

Análise do sêmen: A análise seminal é de fundamental importância na avaliação da infertilidade. Através dos resultados de Concentração, Motilidade, Vitalidade, Morfologia, Volume, pH, Viscosidade, Liquefação, e outros, podemos avaliar corretamente cada caso.

Para a coleta recomendamos abstinência sexual de 2-5 dias.

Possuímos uma sala privativa e adequada à coleta, minimizando o possível constrangimento e/ou incômodo do paciente.

A amostra é coletada em frascos estéreis e não tóxicos, sendo levada ao laboratório para a análise e compilação dos resultados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e critérios de Krüger (morfologia), os parâmetros que mais influenciam na infertilidade devem possuir tais valores:

Volume Seminal: entre 2,0-5ml
Concentração: ≥ 20 milhões por ml e ≥ 40 milhões no total ejaculado.
Motilidade: espermatozóides tipos A e B ≥ 50%
Vitalidade: ≥ 75%
Morfologia: ≥ 14%

As técnicas de Capacitação Espermática verificam a condição da amostra após lavagem do líquido seminal e incubação em meio de cultivo. Esse resultado complementar indicará se há ou não necessidade de utilizar técnicas de Reprodução Assistida.

Dosagens Hormonais: Solicitadas principalmente em casos de oligozoospermia, bloqueio da função sexual e clínica de endocrinopatia.

LH, FSH, Testosterona, PRL (diminuição da libido, disfunção erétil), Estradiol (pacientes com ginecomastia).

Biópsia testicular: Indicada para diferenciar os quadros de azoospermia obstrutiva e azoospermia por falência germinativa, como valor preditivo para obtenção de espermatozóides para ICSI.

Ultra-som trans-retal: Indicado em casos de suspeita de obstrução dos ductos ejaculatórios e hipoplasia/ agenesia de vesículas seminais.

Estudo Genético: Há algumas indicações específicas para o estudo genético como: oligozoospermia grave, azoospermia, suspeita de doença gênica em um dos parceiros, casais com histórico de abortamento habitual, casais com antecedentes de aberrações cromossômicas numéricas e/ou estruturais, entre outras.

Dr. Jorge Barreto (CRM: 33.541)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

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