O que é menopausa precoce?

A menopausa precoce significa que ocorreu a falência ovariana antes do tempo previsto. Portanto, a mulher já não tem mais óvulos e produção hormonal que possibilitem uma gravidez espontânea. A solução é lançar mão da doação de óvulos, isto é: são óvulos obtidos de pacientes jovens (com menos de 35 anos) que estejam fazendo tratamento para engravidar, que aceitam espontaneamente fazer a doação no anonimato (sem conhecer a quem vai doar/receber), sem ganhar dinheiro para isto, e que tenham um número grande de óvulos excedentes àqueles usados para seu próprio tratamento.

Nestes casos o procedimento usado será sempre a Reprodução Assistida com ICSI (ICSI Magnificada ou SUPER ICSI).

Outro fator a ser analisado é que esta criança terá em seu material genético 50% do pai e 50% do óvulo doado, sem nenhum material genético da paciente que recebeu o embrião. Mas, em nossa experiência, isto não influencia os casais que conseguiram filhos por esta alternativa. Você será a mãe, com a transferência deste embrião e a gravidez evoluindo em seu útero, com todas as emoções e sensações físicas ocorrendo durante os 9 meses.

Possuo ovários micropolicísticos (SOMP) e irregularidade menstrual

Possuo ovários micropolicísticos

A Síndrome dos ovários micropolicísticos é uma das mais freqüentes disfunções ovarianas, que pode causar dificuldades para engravidar, porque está associado a anovulação crônica (não ovular) e irregularidade menstrual. Seu tratamento, em uma Clínica de Fertilização in vitro , na maioria das vezes, é simples e sem maiores problemas para se atingir a gravidez.

Tratamento Cirúrgico em Reprodução Assistida

Tratamento Cirúrgico em Reprodução Assistida

É muito importante para uma Clínica com experiência no acompanhamento de casais com infertilidade também tratar com eficiência doenças ginecológicas muito freqüentes como:

Miomas

É muito comum o achado de miomas em pacientes com dificuldade de engravidar.

Alguns miomas podem modificar diretamente a fisiologia da musculatura uterina, o tamanho, a disposição espacial da cavidade uterina e sua irrigação sanguínea, o que pode dificultar a implantação embrionária.

O mioma é o tumor mais freqüente na mulher. Não é câncer e sua transformação para câncer é raríssima. Sua origem é da própria fibra muscular que constitui o corpo uterino (miométrio).

As queixas mais freqüentes relacionadas ao aparecimento de miomas são: aumento do fluxo menstrual, podendo chegar a ocorrência de coágulos, dor no baixo ventre ou na relação sexual, aumento do volume abdominal e dificuldades para engravidar.

Em geral, operam-se os casos que estão com muitos sintomas, por exemplo, hemorragias mensais, que levam até a anemia, dores tipo cólicas, que não se controla com antiespasmódicos, ou úteros muito volumosos.

O tratamento clínico, com medicamentos que diminuem o desenvolvimento do mioma (hormônios específicos), é possível para aqueles miomas pequenos ou quando se quer preservar a paciente de cirurgias.

Hoje tem aumentado a preferência por cirurgias menos agressivas, mais conservadoras, mas que possam resolver a situação. Preferencialmente usamos as técnicas de miomectomia por video-histeroscopia, onde se podem retirar os miomas sem corte no abdome.

Os miomas predominantemente na parte externa são tratados por Vídeolaparoscopia.

Endometriose

A endometriose é uma doença originária do endométrio, que se aloja e cresce todo mês em outros locais que não a parte interna do útero, onde é seu lugar correto de estar.

A presença de sangue fora dos vasos sanguíneos é interpretada pelo organismo como um sinal de alerta e daí seu principal sintoma, que é a dor, embora em muitos casos ela não ocorra. A dor tem a característica de ser de forte intensidade, em cólica ou pontada, progressiva e pior principalmente no período menstrual. É mais comum nas pacientes em período fértil. O tipo que ocorre na musculatura uterina (que se dá o nome particular de adenomiose) geralmente ocorre após uma gestação, e os de outra localização, em geral, estão associados à incapacidade de engravidar (infertilidade).

Também pode ocorrer a formação de cistos de sangue no ovário (endometriomas), que podem trazer sérias conseqüências para a função ovariana.

Os tratamentos podem se dividir em clínico, cirúrgico ou misto. Para o tratamento clínico são usadas drogas que tentam esgotar o desenvolvimento do tecido endometrial, com possível atrofia posterior destes focos. As drogas são de ação local, como a progesterona e seus derivados, ou drogas que tentam bloquear os hormônios cerebrais que controlam a menstruação. O problema é que, muitas vezes, quando cessa-se o uso destes medicamentos os focos de endometriose também voltam a “menstruar “, sendo necessário encaminhar para cirurgia.

A cirurgia de endometriose não segue padrões rígidos em suas técnicas, porque esta é uma doença com muitas variantes, sendo necessário traçar um plano cirúrgico somente após a investigação “in loco“ do grau de acometimento.

Não havendo definição quanto à gravidez futura, a cirurgia deve ser a mais conservadora possível, cauterizando os focos visíveis de endometriose, evitando-se cirurgia mutiladora. As cirurgias radicais, com retirada do útero ou ovários devem ser reservadas às pacientes que já tenham sua prole definida, que tenham outras patologias associadas (miomas, por exemplo), e que tenham insucesso anterior no seu tratamento.

Sabe-se que um dos melhores tratamentos para esta patologia é a gravidez, porque há uma inundação fisiológica dos hormônios próprios que preparam o corpo da mulher para sua evolução, com resultados brilhantes para a regressão da endometriose. Portanto a paciente querendo engravidar, deve-se lançar mão inclusive das técnicas de reprodução assistida para se conseguir uma gravidez o mais rápido possível, evitando-se sofrimentos e riscos desnecessários.

Esta é a patologia mais falada em centros que tratam a infertilidade conjugal, pois realmente está muito associada ao insucesso de uma gravidez.

Casos de endometriose mínima podem justificar uma esterilidade, provavelmente por seu componente imunológico.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Tecnologia: Assisted Hatching e Remoção de Fragmentos

Tecnologia: Assisted Hatching e Remoção de Fragmentos

Todos os embriões passam por um estágio denominado Hatching, que ocorre após seu desenvolvimento em blastocisto, quando passará a se fixar (implantar) ao útero materno. Contudo, alguns embriões possuem certa dificuldade na passagem por este estágio, quando devem se expandir e romper a membrana externa chamada zona pelúcida. Caso não haja este rompimento, a implantação no útero estará comprometida e não haverá gravidez.

O Assisted Hatching é uma técnica laboratorial que ajuda na fragilização da zona pelúcida, permitindo que este embrião possa implantar com mais facilidade no útero. Este tratamento é realizado no laboratório, antes da transferência para o útero da mulher.

As indicações para este tratamento são embriões formados pela FIV/ ICSI e que: apresentem zona pelúcida anormal (principalmente espessa e/ou irregular); embriões descongelados; e casais com histórico de falha de implantação.

A Remoção de Fragmentos também é um tratamento laboratorial, onde se retiram fragmentos das células embrionárias que podem impedir seu normal desenvolvimento. As indicações para este tratamento são embriões com índice de fragmentação entre 15-35%. Estes fragmentos são retirados através de um equipamento com micropipetas especiais, no qual fazemos uma abertura na membrana do embrião e retiramos os fragmentos, preservando a integridade do embrião e melhorando suas condições de implantação.

Dr. Jorge Barreto (CRM: 33.541)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br

Resultados e Taxas

Taxas e resultados

As taxas de gravidez têm aumentado consideravelmente nos últimos anos em todo o mundo. Novos meios de cultivo, novas tecnologias, tudo coopera para que tenhamos melhores resultados.

De uma maneira geral, as taxas refletem bem as perspectivas de gravidez que um casal pode ter ao iniciar um tratamento. Contudo, vale mencionar que todo caso é um caso específico, nem sempre obtendo os mesmos resultados observados na literatura.

Alguns fatores que influenciam nas taxas de gravidez são: o tratamento que foi indicado; a idade da mulher; a indução da ovulação; condições do laboratório de Embriologia; causa e grau da infertilidade; número de embriões transferidos; embriões à fresco ou congelados; a qualidade destes embriões; entre outras.

As taxas de sucesso de um casal jovem, sem infertilidade, conseguir engravidar é de 20-25% em 1 ano. Essa porcentagem frequentemente cai à zero em casais com infertilidade, em ciclos naturais. Mas, realizando-se tratamentos de Reprodução Assistida essas taxas podem chegar a 50%, em pacientes com menos de 35 anos.

Possuímos basicamente três grandes órgãos de compilação de dados, gerados por inúmeras clínicas em todo mundo. Essas três Organizações nos permitem comparar os resultados obtidos com os do resto do mundo.

Segundo a Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (REDE), responsável pelos dados da América do Sul, a média das taxas de gravidez por transferência foi de 33,8%, para ICSI. (Publicação de 2008 do Registro Latinoamericano de Reproducción Assistida 2005)

Já, segundo a Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, 2003), a média das taxas de gravidez por transferência foi de 28,7%, para ICSI, e 12,2% para Inseminações. (Human Reproduction Vol.22, No. 6 pp. 1513–1525, 2007)
E, pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM, 2001), as taxas são de 33,6% para FIV/ICSI. (Fertility and Sterility, Vol. 87, No. 6, Junho 2007).

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br