Pacientes Azoospérmicos ou Vasectomizados

Os pacientes azoospérmicos ou vasectomizados não possuem espermatozóides no ejaculado. Para isso, recomenda-se a retirada de espermatozóides diretamente do testículo ou epidídimo para a realização de Técnicas de Reprodução Assistida.

Nas Clínicas de Reprodução Humana há diversas técnicas que podem ser empregadas como:

  • MESA: Aspiração Microcirúrgica de espermatozóides do epidídimo.
  • PESA: Aspiração Percutânea dos espermatozóides do epidídimo.
  • TESE: Biópsia testicular.
  • TESA: Aspiração testicular do espermatozóide.

As técnicas têm suas indicações e variações na qualidade dos espermatozóides recuperados.

Em pacientes vasectomizados possuímos ótimas chances de recuperar espermatozóides de boa qualidade.

Já em pacientes azoospérmicos, esses tratamentos devem ser utilizados para pesquisa de espermatozóides, podendo ou não serem encontrados.

Dr. Jorge Barreto (CRM: 33.541)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
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O segredo da transferência embrionária

Transferência Embrionária

A transferência embrionária é o fim de uma etapa importante no processo de fertilização assistida. Significa que já ultrapassamos inúmeras barreiras que não poderiam ser testadas antecipadamente e agora vamos finalizar este momento significativo colocando os embriões na sua casa final.

O ato em si da transferência embrionária parece ser muito simples: basta colocar os embriões dentro do útero por exame ginecológico simples, sem sedação ou outro procedimento complicado.

Mas este é o momento que talvez menos conhecemos de todas as etapas obrigatórias a serem cumpridas. É lógico que muito já se avançou, e existem vários detalhes que fazem a diferença: o tipo de cateter a ser utilizado e dificuldades em alcançar a cavidade uterina, o dia da transferência, a espessura endometrial, a suplementação hormonal, cuidados pós-transferência, o estado emocional da mulher, o número de embriões transferidos, e muitos outros detalhes.

Este é o momento final de um processo seqüencial, em que uma etapa depende fundamentalmente que a pregressa tenha ido bem, e isto faz a diferença, porque são interdependentes e o resultado final é a coroação dos resultados parciais de todas elas juntas.

Ou seja, para se ter bons embriões começamos a “cultivá-los“ desde o processo de estimulação ovariana (onde os óvulos serão recrutados), no controle ultrassonográfico (em que observamos como se desenvolvem e quantos são), no desencadeamento do processo ovulatório, na coleta dos óvulos e sua separação para saber quais irão ser injetados, na fertilização, na incubadora com seus meios de cultura, temperaturas controladas, níveis de CO2 e finalmente no acompanhamento do processo de divisão celular, após sua fertilização. Existem vários critérios de escolha para se eleger quais serão os transferidos e com isto estamos tentando dizer: este é o eleito!

Mesmo tendo conhecimento de todo os processos ainda restam muitos pontos a serem descobertos, para que as taxas de gravidez no futuro se tornem próximas à 100%. Para isso, diversos estudos e tecnologias têm surgido, aumentando pouco a pouco essas taxas e a esperança de inúmeros casais.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
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O que é Inseminação Artificial?

O que é inseminação artificial?

A Inseminação Artificial caracteriza-se pela introdução dos melhores espermatozóides capacitados no útero da mulher, não necessitando da retirada dos óvulos. A inseminação pode ser realizada com ciclo natural e com estimulação da ovulação (através de medicamentos), com resultados muito superiores na última.

Algumas das indicações são: fator masculino (quando possuir no Espermograma número de espermatozóides móveis, recuperados, maior ou igual a 5,0 milhões/ml, dentro dos padrões normais de morfologia estrita de Krüger); Fator cervical; Fator ovulatório; Sêmen doado; endometriose; infertilidade sem causa aparente; entre outras.

Após o diagnóstico realizado e a avaliação completa do casal, inicia-se um tratamento específico para a estimulação ovariana. São usados hormônios que estimulam o desenvolvimento dos folículos até o momento da ovulação. Estas medicações são iniciadas em sua casa, a partir do terceiro dia do Ciclo, com 4 aplicações subcutâneas no 3o, 5 o, 7 o, e 9 o dias. Ocorrido isso, inicia-se o acompanhamento por ultra-som, a cada 2-3 dias no máximo, necessariamente feito na Clínica, onde acompanha-se o desenvolvimento dos folículos, adequando a dose de medicamentos, e o momento certo para o desencadeamento da ovulação.

No dia da Inseminação o marido realiza a coleta do sêmen na clínica. A amostra é levada ao Laboratório de Andrologia, onde realiza-se a seleção dos melhores espermatozóides e a Capacitação Espermática, técnica necessária à ativação dos espermatozóides. Esta amostra é preparada com meio de cultivo especial, sendo transferida ao útero da mulher após, aproximadamente, duas horas.

A Inseminação é realizada através de exame ginecológico simples, onde se coloca a amostra de sêmen preparado dentro da cavidade uterina, com cateter que ultrapassa o colo uterino, no dia da ovulação controlada.

Após a Inseminação você poderá retornar às suas atividades diárias, sem grandes restrições. Aí é só torcer!

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
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O congelamento de embriões afeta o desenvolvimento dos bebês ?

Congelamento de Embriões

O congelamento de embriões é uma técnica que muito tem ajudado os casais que tentam um gravidez por Reprodução Humana Assistida – o “bebê de proveta”.

Quando se faz a Fertilização Assitida é comum que se colham muitos óvulos, que irão ser fertilizados no laboratório e irão dar origem a novos embriões. Estes embriões podem ser transferidos para o útero, com número de embriões dependendo da idade materna e vontade do casal.

O que fazer com outros embriões excedentes que foram fertilizados? Os casais devem autorizar os congelamentos destes embriões excedentes, para utilização em outros ciclos, porque não afeta sua integridade e dá oportunidade de novas tentativas sem precisar realizar todo ciclo novamente.

Estes embriões são congelados em nitrogênio líquido a -196°C podendo ficar guardados indefinidamente. Quando descongelados, retomam seu desenvolvimento com multiplicação celular igual aos embriões a fresco. Há casos de gravidez com mais de 6 anos de congelamento/descongelamento dos embriões. E são crianças normais!

É uma técnica já consagrada que não induz má-formações nos embriões, aumenta as chances de conseguir uma nova gravidez e diminui os custos do tratamento, uma vez que não se repete todas as etapas do tratamento original.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
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Mais de 1 ano sem engravidar é normal?

Reprodução Humana

O conceito de Infertilidade é não conseguir engravidar após um ano de tentativas com relações sexuais freqüentes, sem uso de métodos anticoncepcionais. Caso a gravidez não ocorra após este período de tentativas, pode estar ocorrendo algum problema que está dificultando a gravidez.

Este período de espera existe porque a gravidez pode não ocorrer simplesmente por questões estatísticas, ou seja, não houve encontro do óvulo e espermatozóides, ou não ocorreu a fertilização, não houve implantação deste embrião no útero, etc.

As chances de engravidar na população, entre pessoas sem problemas de infertilidade, no período de 1 ano está entre 10 e 20 %, dependendo ainda da idade materna. A medida que a mulher envelhece seus óvulos envelhecem juntos, e isto é o fator mais importante para se conseguir uma gravidez, diminuindo progressivamente as chances, com maior intensidade a partir dos 35 anos.

O Homem renova todo seu estoque de espermatozóides a cada 80-85 dias, sendo menos relevante sua idade que a idade materna.

Portanto, após 1 ano de tentativas é importante procurar ajuda médica de um especialista em Reprodução Humana, para realização de exames básicos que irão rastrear se existe algum problema orgânico a dificultar uma gravidez. Especialmente se sua idade está chegando aos 35-37 anos, para não perder sua melhor oportunidade de engravidar.

É sempre bom lembrar que os exames devem ser realizados pelo casal, homem e mulher, porque quem tem dificuldades para engravidar é sempre o casal, e a participação harmônica de ambos é necessária não só pelos problemas orgânicos a serem identificados, como também o apoio emocional incondicional que os cônjuges podem dar neste momento de tensão e estresse.

Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
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