
A transferência embrionária é o fim de uma etapa importante no processo de fertilização assistida. Significa que já ultrapassamos inúmeras barreiras que não poderiam ser testadas antecipadamente e agora vamos finalizar este momento significativo colocando os embriões na sua casa final.
O ato em si da transferência embrionária parece ser muito simples: basta colocar os embriões dentro do útero por exame ginecológico simples, sem sedação ou outro procedimento complicado.
Mas este é o momento que talvez menos conhecemos de todas as etapas obrigatórias a serem cumpridas. É lógico que muito já se avançou, e existem vários detalhes que fazem a diferença: o tipo de cateter a ser utilizado e dificuldades em alcançar a cavidade uterina, o dia da transferência, a espessura endometrial, a suplementação hormonal, cuidados pós-transferência, o estado emocional da mulher, o número de embriões transferidos, e muitos outros detalhes.
Este é o momento final de um processo seqüencial, em que uma etapa depende fundamentalmente que a pregressa tenha ido bem, e isto faz a diferença, porque são interdependentes e o resultado final é a coroação dos resultados parciais de todas elas juntas.
Ou seja, para se ter bons embriões começamos a “cultivá-los“ desde o processo de estimulação ovariana (onde os óvulos serão recrutados), no controle ultrassonográfico (em que observamos como se desenvolvem e quantos são), no desencadeamento do processo ovulatório, na coleta dos óvulos e sua separação para saber quais irão ser injetados, na fertilização, na incubadora com seus meios de cultura, temperaturas controladas, níveis de CO2 e finalmente no acompanhamento do processo de divisão celular, após sua fertilização. Existem vários critérios de escolha para se eleger quais serão os transferidos e com isto estamos tentando dizer: este é o eleito!
Mesmo tendo conhecimento de todo os processos ainda restam muitos pontos a serem descobertos, para que as taxas de gravidez no futuro se tornem próximas à 100%. Para isso, diversos estudos e tecnologias têm surgido, aumentando pouco a pouco essas taxas e a esperança de inúmeros casais.
Dr. Joaquim R.M. Coelho (CRM: 42.069)
InFert – Instituto de Fertilização Assistida
www.InFert.com.br


25 de janeiro de 2010
Infert 









